a velhice que eu habito
  • a velhice que eu habito

    Ivone Gebara

     

    “(...) tenho aprendido muito com essa ativista que considero uma das maiores filósofas brasileiras da atualidade. Assim sendo, só posso recomendar este livro com muita insistência e agradecer a possibilidade deste novo encontro afetuoso e inteligente com essa pensadora, que modestamente se coloca, como afirma em suas próprias palavras, em busca de ‘algum reflexo da luz das estrelas hoje’, mas que, a meu ver, nos traz muito mais luz e esperança do que imagina!”

     

    Trecho retirado do prefácio deste livro, assinado por Margareth Rago, professora titular do Departamento de História do IFCH da UNICAMP.


     

    Sinopse

     

    “Como é duro e, ao mesmo tempo, gratificante desobedecer! Por aí tracei meus caminhos.” 

     

    Os traços de Ivone irradiam vida, luta, justiça e esperança. Tornou-se freira aos vinte e dois anos, optou por viver ao lado daqueles que mais necessitam, foi silenciada pelo Vaticano, é feminista e favorável à legalização do aborto. São mais de sete décadas vivendo a desobediência com a energia dos adolescentes que teimam em acreditar na esperança e num mundo menos desigual e opressor. Neste livro, Ivone reflete sobre o seu agora: habitar a velhice, nas suas palavras, enquanto a lucidez ainda a habita. E o faz desenhando seu próprio traço: nomeando o envelhecer numa sociedade que não aceita e não cuida dos seus mais velhos. “O mundo capitalista inventou muitas atividades para idosos, mas nenhuma que preencha o vazio que se apossa de muitos de nós. O que é mesmo este vazio que poucos ousam enfrentar e partilhar?”

     

    Generosa, Ivone compartilha conosco uma vida que tem sido vivida integralmente e na sua integridade: na troca com o próximo, nas amizades, no diálogo com a filosofi a, no exercício cotidiano do ecofeminismo, no método das perguntas, numa casa-corpo que não se dobra diante das opressões. Numa ética em que “me convidava a uma coerência de vida para além dos discursos religiosos”. 

     

    “Somos responsabilidade coletiva”, ela diz. E é nesta frase que toda a sua vida transborda e nos afeta.

     

    Sobre a autora

    Sou uma andarilha paulistana, professora e aprendiz da vida. Tornei-me andarilha muitos anos atrás. Queria combater pela justiça social andando pelo mundo. Levantei a bandeira dos pobres, da dignidade das mulheres e em seguida percebi as dores do planeta e de seus muitos biomas destruídos por nossa ganância. Do sudeste fui ao nordeste e do nordeste para muitos lugares do pequeno grande planeta. Sabedorias, belezas frágeis e muitas dores convivem comigo. A velhice não mudou a geografia interior de meu corpo, apenas acentuou e acrescentou rugas e novas fragrâncias. Sonhos ainda tenho, mas já não me importo de vê-los realizados. A vida segue sempre adiante...

     

    Gracias a la VIDA!

     

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    gênero: não ficção

    formato: 13 x 20 cm

    páginas: 144

    ISBN (edição física): 978-65-995069-1-8

    ISBN (edição digital): 978-65-995069-2-5

    lançamento: novembro de 2021

     

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